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Mudança da hora e medicamentos: o que deves ter em conta
Atualizado: 21 de outubro de 2026 · por PrettyLights Software, a equipa por trás da Nurelio
No domingo, 25 de outubro de 2026, termina a hora de verão: no continente e na Madeira, às 2 horas os relógios atrasam para a 1 hora; nos Açores, à 1 hora atrasam para a meia-noite. Para a maioria dos medicamentos, esta hora não é problema. Não encontrámos uma orientação portuguesa específica sobre a mudança da hora; segundo uma porta-voz da associação alemã das farmácias (ABDA), citada pela agência dpa, o organismo tolera em regra bem um desfasamento de duas horas — uma hora não deverá, por isso, causar problemas. Podes manter a tua hora habitual e, a partir de domingo, tomar os comprimidos simplesmente pela hora nova. Mais atenção merecem os medicamentos tomados várias vezes por dia a intervalos fixos, como alguns antibióticos, a insulina, que costuma estar ligada às refeições, e os medicamentos que têm de ser tomados com especial pontualidade, como os usados na doença de Parkinson. Na pílula combinada, uma hora fica bem dentro da margem que a Associação para o Planeamento da Família indica para um atraso. Em caso de dúvida, a farmácia ajuda. Este guia explica o que muda nos intervalos, quando deves perguntar e como a Nurelio lida com a mudança.
Quando muda a hora?
- Fim da hora de verão 2026: domingo, 25 de outubro — no continente e na Madeira, às 2:00 o relógio atrasa para a 1:00, e a hora entre a 1 e as 2 acontece duas vezes nessa noite. Nos Açores, à 1:00 o relógio atrasa para as 0:00.
- Início da hora de verão 2027: domingo, 28 de março — no continente e na Madeira, à 1:00 o relógio adianta para as 2:00, e a hora entre a 1 e as 2 desaparece. Nos Açores, às 0:00 adianta para a 1:00.
- Fim da hora de verão 2027: domingo, 31 de outubro.
As datas de 2026 constam da página do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), que divulga a hora legal em Portugal; as de 2027, da comunicação da Comissão Europeia que fixa o calendário da hora de verão até 2031. Em toda a União Europeia, a mudança acontece à 1 hora UTC — por isso, nos Açores, a hora local da mudança é uma hora mais cedo do que no continente.
O que muda nos intervalos?
Quem toma os comprimidos pelo relógio tem, no dia da mudança, uma vez um intervalo um pouco diferente. Um exemplo: tomas um comprimido às 20 horas e outro às 8 horas. No outono, entre sábado à noite e domingo de manhã passam então 13 horas em vez de 12; na primavera, apenas 11. Depois, tudo volta ao habitual. Nos medicamentos tomados uma vez por dia são, do mesmo modo, uma única vez 25 ou 23 horas. Para a maioria dos medicamentos isto não é problema — a porta-voz da ABDA aconselha expressamente a manter a hora habitual.
Antibióticos e intervalos fixos
Alguns medicamentos devem ser tomados a intervalos exatos, por exemplo antibióticos «de 8 em 8 horas». A Ordem dos Farmacêuticos sublinha que, nos antimicrobianos, cumprir o horário é essencial, tanto para que a infeção não se prolongue como para evitar resistências. Segundo a ABDA, pode fazer sentido, em casos especiais, manter temporariamente a hora antiga, para que os intervalos fiquem iguais. Se isso é necessário no teu medicamento não se decide de forma geral — pergunta na farmácia ou ao teu médico, de preferência alguns dias antes da mudança.
Pílula: uma hora cabe na margem
A Ordem dos Farmacêuticos lembra que não cumprir o horário dos contracetivos orais pode afetar a eficácia da proteção contra a gravidez. A hora da mudança, porém, fica longe dos limites: segundo o folheto «Pílula» da Associação para o Planeamento da Família (APF), quando há o esquecimento de um único comprimido e o atraso é inferior a 24 horas, toma-se o comprimido assim que se dá conta e continua-se normalmente — sem comprometer a eficácia. O folheto descreve sobretudo a pílula combinada; para as pílulas só com progestagénio não indica um prazo próprio. Se não tens a certeza de que pílula tomas, vê o folheto informativo ou pergunta na farmácia. Para dúvidas, a APF tem também a linha Sexualidade em Linha (808 222 003).
Insulina e medicamentos para a doença de Parkinson
Segundo a ABDA, a insulina está geralmente ligada às horas das refeições, não ao relógio. A Ordem dos Farmacêuticos inclui-a, ainda assim, entre os medicamentos de horário rigoroso: não cumprir o horário de administração traz o risco de hiperglicemia. Se e como ajustas o teu esquema à mudança, combinas com a tua equipa de diabetes. Nos medicamentos para a doença de Parkinson, a pontualidade conta: segundo a Ordem dos Farmacêuticos, o esquecimento ou o atraso de uma toma pode desencadear o agravamento dos sintomas e reações adversas graves. Fala por isso com o teu médico sobre a melhor forma de lidar com a mudança. O mesmo vale para outros medicamentos que a Ordem aponta como de horário rigoroso — por exemplo anticoagulantes, antiepiléticos ou levotiroxina — e para todos aqueles em que a hora exata é importante para ti.
E em viagem?
Em viagens longas através de vários fusos horários, os horários deslocam-se muito mais do que uma hora. O Infarmed lembra os fusos horários e sugere, se necessário, manter um relógio com a hora do local de partida, para controlar os intervalos entre as tomas. Segundo a Ordem dos Farmacêuticos, quem usa insulina deve aconselhar-se com o médico para ajustar a dose às mudanças de fuso horário, e o farmacêutico pode ajudar a planear a viagem. Na mudança da hora em casa, a diferença é de apenas uma hora.
Como é que a Nurelio lida com a mudança da hora?
Não tens de fazer nada. A Nurelio agenda cada lembrete segundo as regras horárias do teu dispositivo — mesmo que não abras a app durante o fim de semana. Uma toma às 8:00 chega depois da mudança às 8:00 da hora nova, como estás habituado. Também a rara toma a meio da noite da mudança está prevista: no outono, quando a hora entre a 1 e as 2 acontece duas vezes (nos Açores, entre a meia-noite e a 1), a Nurelio lembra só uma vez — uma toma já marcada como tomada não volta a aparecer. Na primavera, quando essa hora desaparece, um lembrete para a 1:30 chega às 2:30 — ou seja, com o intervalo habitual em relação ao dia anterior. Testámos este comportamento com o relógio do dispositivo adiantado, para as duas mudanças. Como os lembretes garantem que não falhas uma toma explica o guia Lembretes de medicação que chegam mesmo.
Em vídeo, passo a passo
Fontes
- Observatório Astronómico de Lisboa: Mudança da Hora
- Comissão Europeia: Comunicação C/2026/1660 — calendário do período da hora de verão 2027–2031 (Jornal Oficial da União Europeia, 18 de março de 2026)
- dpa, com Ursula Sellerberg, porta-voz adjunta da associação alemã das farmácias (ABDA): t-online.de, 28/03/2025 e PTA IN LOVE, 24/10/2024 (em alemão)
- Ordem dos Farmacêuticos: É importante tomar os medicamentos a horas certas? (5 de julho de 2024)
- Associação para o Planeamento da Família (APF): Pílula (folheto, PDF)
- Infarmed: Medicamentos em casa (folheto n.º 11, maio de 2009, PDF)
- Ordem dos Farmacêuticos, Centro de Informação do Medicamento: Viajar com medicamentos — principais aspetos a considerar (31 de março de 2016, PDF)
Este guia destina-se a informação geral e não substitui o aconselhamento médico nem farmacêutico. Não alteres a toma dos teus medicamentos sem falar com o teu médico ou farmacêutico.
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